eu quebrei os saltos dos meus sapatos
meus pés estão todos sujos,
cheiro de gasolina de óleo diesel.
sexta-feira, 23 de janeiro de 2015
zero
Todo escritor é inocente.
Escreve para morrer de fome.
Escreve para receber aplauso.
(vai, escreve a mesma coisa, vai.
plac)
Escreve para mostrar a dor.
Escreve para refletir a embriaguez.
(vai, estraga o fígado, vai)
Escreve para mostrar o amor que não foi.
Escreve para mostrar o amor que é.
(que lindo!)
Mas na verdade, todos sabemos,
poeta é qualquer um, como eu, como você.
Escreve para morrer de fome.
Escreve para receber aplauso.
(vai, escreve a mesma coisa, vai.
plac)
Escreve para mostrar a dor.
Escreve para refletir a embriaguez.
(vai, estraga o fígado, vai)
Escreve para mostrar o amor que não foi.
Escreve para mostrar o amor que é.
(que lindo!)
Mas na verdade, todos sabemos,
poeta é qualquer um, como eu, como você.
nada
Escrever um livro pra quê?
Você não sabe o quanto cada letra me custa.
Cada uma é um dia parado em frente à tevê
se perguntando, quem foi o ganhador do último bbb?
Quero falar de qualquer coisa,
para você, para todo mundo, pra ninguém,
pq não sabemos quem foi o ganhador do último bbb.
Vem aqui e me beija,
porque todos sabemos
que o escritor escreve
por falta de amor.
Você que tem crise existencial,
um pescoço tenso,
vai ao psicólogo, sabe,
é falta de amor.
Vem aqui e me beija,
peito murcho,
vitiligo na bunda,
velho de sunga.
Você não sabe o quanto cada letra me custa.
Cada uma é um dia parado em frente à tevê
se perguntando, quem foi o ganhador do último bbb?
Quero falar de qualquer coisa,
para você, para todo mundo, pra ninguém,
pq não sabemos quem foi o ganhador do último bbb.
Vem aqui e me beija,
porque todos sabemos
que o escritor escreve
por falta de amor.
Você que tem crise existencial,
um pescoço tenso,
vai ao psicólogo, sabe,
é falta de amor.
Vem aqui e me beija,
peito murcho,
vitiligo na bunda,
velho de sunga.
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